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M&A em mercados emergentes: por que se tornou tão atrativo?

M&A em mercados emergentes: onde crescimento, inovação e retorno estratégico se encontram

Durante muito tempo, o empreendedor brasileiro olhou para fora com certa desconfiança, ou até mesmo insegurança – como se o protagonismo em grandes transações de M&A estivesse reservado apenas às economias centrais. 

Mas o cenário mudou

Mercados emergentes, antes considerados periféricos ou apenas fornecedores de matéria-prima e mão de obra, passaram a ocupar um lugar estratégico nas decisões de expansão e inovação corporativa.

Hoje, países como Índia, Brasil, China e México são agentes de transformação

E o que une essas economias? Bases macroeconômicas robustas, populações em crescimento e ecossistemas digitais em plena evolução. 

Para um founder atento, isso significa mais do que potencial: significa acesso direto a mercados que demandam soluções escaláveis e inovadoras – e que estão prontos para fazer parte de estratégias globais.

Este artigo oferece uma visão aprofundada sobre onde estão as oportunidades, quais os riscos a considerar e como estruturar uma abordagem segura e eficaz no contexto do M&A em mercados emergentes.

Panorama Atual: O momento certo para agir

De acordo com um relatório publicado pelo Banco Mundial, as transações de M&A em mercados emergentes devem crescer em torno de 8,2% por ano entre 2010 e 2025 – superando, assim, até mesmo mercados bem desenvolvidos. 

Quem esteve atualizado sobre o ecossistema de inovação nos últimos anos sabe que em 2023, o setor enfrentou uma retração geral, porém o primeiro trimestre de 2025 sinalizou uma nítida recuperação, com os principais destaques:

  • Índia: Forte crescimento em número de operações, impulsionadas por negócios em tecnologia, mídia e esportes. O país vem se posicionando como hub estratégico para conteúdo digital, IA e infraestrutura tech.
  • Brasil: retomada firme, liderada pelos setores de energia e agronegócio. A demanda por energia limpa e eficiência na produção agroalimentar colocou o país no radar de investidores globais.
  • China: políticas estatais para reestruturação de conglomerados reaqueceram o mercado local. O objetivo é ampliar competitividade e eficiência, sobretudo em tecnologia e manufatura avançada.
  • México: healthtechs e fintechs lideram o movimento, com forte entrada de capital norte-americano. A proximidade geográfica e os acordos comerciais com os EUA seguem como grandes atrativos.

Quais são os desafios para M&A em Mercados Emergentes?

O founder que deseja se posicionar globalmente via M&A precisa compreender os riscos estruturais tanto do mercado no qual está inserido, quanto daquele em que está sendo adquirido – e, acima de tudo, saber como tratá-los:

  1. Instabilidade Política e Regulatória: Ambientes voláteis podem comprometer acordos. Um exemplo claro: a guerra comercial entre EUA e China forçou players globais a buscar alternativas menos expostas, como Vietnã e Índia.
  2. Volatilidade Cambial e Fiscal: No Brasil, 2024 foi marcado por oscilações significativas que impactaram diretamente no valuation. A solução? Estruturas contratuais com hedge cambial e cláusulas de ajustes vinculadas a marcos econômicos.
  3. Integração Cultural: Um dos fatores mais subestimados. Empresas estrangeiras que entraram no varejo mexicano, por exemplo, fracassaram ao não adaptar cultura, gestão e operação ao contexto local. Por outro lado, casos como Brookfield no Brasil mostram que uma integração bem conduzida cria sinergias duradouras.

Leia também: Tipos de M&A para Startups: Um Guia Essencial para Founders

Tendências para 2025: M&A em Países Emergentes

A nova onda de transações está sendo guiada por inovação tecnológica, sustentabilidade e acesso a mercados resilientes. 

É importante entender quais são os setores que estão puxando os resultados para o alto para, assim, se posicionar dentro desse mercado competitivo. 

Destacamos aqui os principais setores:

  • Tecnologia & IA: soluções baseadas em dados, automação e IA aplicada a logística, saúde e finanças lideram rodadas e fusões na Índia e no Brasil.
  • Energia Renovável: metas ESG impulsionam a aquisição de ativos em solar, eólica e biogás, com destaque para Brasil e México.
  • Saúde & Biotecnologia: envelhecimento da população, telemedicina e integração entre sistemas públicos e privados tornam healthtechs o novo epicentro de aquisições.
  • Agro Tech: com o Brasil e a Argentina como grandes players, há forte movimento de fusões entre plataformas digitais e cooperativas agrícolas.

Como se preparar para M&A no contexto de um mercado emergentes?

Para garantir segurança, retorno e alinhamento estratégico, a ACE Advisors recomenda:

Due Diligence Focada em Emergentes

  • Análise regulatória aprofundada com especialistas locais;
  • Verificação de riscos políticos e fiscais regionais;
  • Avaliação de passivos ambientais e trabalhistas ocultos;
  • Diagnóstico ESG e reputacional da empresa-alvo;
  • Mapeamento de riscos na cadeia de suprimentos.

Integração Cultural e Operacional

  • Equipes mistas com representantes locais e internacionais;
  • Metas claras de sinergia e estrutura de governança compartilhada;
  • Onboarding com apoio de lideranças locais;
  • Planejamento de transição em fases, respeitando dinâmicas culturais.

Valuation e Estrutura Financeira

  • Múltiplos ajustados por risco-país e volatilidade setorial;
  • Cláusulas de earn-out vinculadas a metas claras de performance;
  • Flexibilidade contratual em moeda e funding internacional diversificado.

O futuro já está em construção

A mensagem é clara: o empreendedor que ignora os mercados emergentes está, na prática, abrindo mão de oportunidades com enorme potencial de valorização. 

Os desafios existem, mas são contornáveis com conhecimento local, estrutura técnica, planejamento desde early-stage com visão de longo prazo.

Na ACE Advisors, acreditamos que as próximas grandes histórias de crescimento serão escritas não apenas em Silicon Valley ou Frankfurt – mas também em São Paulo, Mumbai e Cidade do México. A hora de se posicionar é agora.